“Meu coração poeta já se desvencilhou em pequenos cacos munidos de poesia, mais meu coração amigo ainda bate, mais do que a minha boca permite escapar fiapos de dor.”
“
Eu nado
e nada
acontece
na nudez
da verdade…
… Provemos então a mentira.
”
“Era alma poluída, um pandemônio universal, ainda que fosse infrequente. A vergonha estava em falta em cada centímetro seu, o desamor era o próprio sangue que por ela corria, como fome e sede sem um por quê. Azedava línguas com um gosto que vicia fracos e fortes, com um gosto que disputa com os desgostos alheios de ver-se nela, quando às vezes nem mesmo a tinha. Era um conjunto de estragos que num comprazer sugava mundos e sonhos. Era tudo isso e pior, era pior. Como guerras, câncer e corrupção. Mas algo nela ainda era mais. Um estranho oposto escondido sabe-se lá por quê. Por que quando ela tocava, tocava-me, tocava-se. Guardava esse segredo nos próprios dedos, perpassando pelas teclas, as notas e o seu próprio eu. Tocava e eu a via como dama dos séculos passados perdida nesse novo mundo podre. Tocava e eu podia jurar que estava chorando, ou apenas amando o que não se permitia amar em seu estado dolentemente são. Era curioso… Ela tinha uma dose de Ópera sendo Black Metal.”

que liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo isso, gente *-*